Brinquedos que copiam o visual de produtos de beleza estão ocupando mais espaço nas lojas, e a tendência já chama a atenção de quem vende para o público infantil. Segundo a consultoria Circana, nos Estados Unidos os slimes da marca Gui Gui, vendidos em potes que lembram cremes de skincare, tiveram alta de 1.510% nas vendas no acumulado até junho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.
O número foi apresentado por Ana Weber, diretora comercial da Circana, no Mercado Livre Experience, no fim de setembro, e divulgado nesta terça-feira (13) pelo EP Grupo, portal especializado em brinquedos e licenciamento.
Das redes sociais para a prateleira
Brincar de maquiagem sempre fez parte da infância, mas as redes sociais deram outra escala a esse desejo. O fenômeno das chamadas "Sephora Girls", meninas que acompanham influenciadoras de beleza e querem entrar nesse universo cada vez mais cedo, levou fabricantes a criar produtos adequados à idade e que contam com a aprovação dos pais.
Além dos slimes, que fazem sucesso em vídeos de ASMR, a executiva cita as miniaturas em tons pastel da Mini Glam, que funcionam de verdade. Muitos desses itens têm licença de personagens e chamam a atenção no ponto de venda. Para Ana Weber, o varejo brasileiro deve acompanhar de perto o movimento, que já ganhou escala no mercado americano.
A mudança de gosto já aparecia em dados anteriores da consultoria. Em 2024, a Circana apontou que o faturamento com brinquedos havia caído 12% no Brasil em 2023, puxado pelas bonecas, enquanto produtos de beleza cresciam entre a geração Alpha. Na mesma época, kits de miçangas para montar pulseiras e colares registraram alta de 10% nas vendas no país.
Oportunidade para a região
Na 25 de Março, brinquedos, maquiagem, bijuterias e miçangas dividem as mesmas ruas e, muitas vezes, as mesmas lojas. Para quem já monta o estoque de Natal, a tendência sugere espaço para kits de beleza infantis, maletas de faz de conta e produtos com embalagem inspirada em cosméticos, sempre com atenção ao selo do Inmetro, obrigatório para brinquedos vendidos no Brasil.
Com informações de EP Grupo e do blog Mariana Kotscho (UOL).