Chuvas cortam em até 30% o movimento na 25 de Março, aponta Sindilojas-SP

Movimento de pedestres e lojas na Rua 25 de Março, centro de São Paulo
Comércio na Rua 25 de Março, onde o Sindilojas-SP mediu queda de até 30% com as chuvas Otávio Nogueira / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Levantamento desta quinta (15) com 20 lojistas da região: 85% viram queda forte; estimativa de 25% a 30% menos consumidores nas últimas três semanas, sobretudo quem vem de outras cidades.

Ladeira Porto Geral, no centro de São Paulo, com comércio e pedestres
Ladeira Porto Geral, rua vizinha da 25 de Março também sensível ao fluxo de rua Wilfredor / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

As chuvas das últimas três semanas na capital paulista esvaziaram parte do fluxo na região da Rua 25 de Março. Levantamento do Sindilojas-SP divulgado nesta quinta-feira (15) ouviu 20 comerciantes do polo: 85% (17 lojistas) disseram ter sentido queda significativa no número de clientes, com redução estimada entre 25% e 30% no movimento de consumidores.

A leitura combina com o que o varejo de rua já sabe na prática: o comércio popular depende de pedestre andando de loja em loja. Com temporal ou previsão de mau tempo no centro, quem planeja viagem de compra — sobretudo de outros municípios — adia o deslocamento. Menos circulação também corta a compra por impulso de quem aproveitaria a mesma ida para percorrer Barão de Duprat, Ladeira Porto Geral e galerias vizinhas.

O que o Sindilojas-SP destaca

  • Amostra: 20 lojistas da região da 25 de Março; 17 relataram queda forte.
  • Estimativa: entre 25% e 30% menos consumidores nas últimas três semanas.
  • Público de fora: o impacto pesa mais em quem vem de outras cidades e posta a visita quando há alerta de tempestade.

“Na 25 de Março, o movimento de rua é determinante. Quando há uma sequência de dias de chuva, percebemos que parte do consumidor, principalmente aquele que vem de mais longe, prefere postergar a compra”, afirmou Aldo Nuñez Macri, presidente do Sindilojas-SP, nas reportagens do Times Brasil | CNBC e do portal ABC do ABC.

Fim de ano na mira — e o termômetro do clima

A retração chega em período sensível: estoques já reforçados para Black Friday e Natal, calendário em que a 25 de Março costuma concentrar atacado e varejo de presentes, bijuteria, utilidades, festa e decoração. Macri fala em expectativa positiva para os próximos meses, mas lembra que o comércio de rua é “muito sensível” ao tempo — e que acompanhar a recuperação do fluxo será o termômetro do varejo paulistano nesta reta final.

Para quem vende no legal na rua e no entorno, o recado prático é de curto prazo: dias secos e nublados sem temporal tendem a devolver pedestre; janelas de chuva pedem reforço de WhatsApp, retirada combinada e oferta que valha a viagem quando o cliente de fora voltar. A 25 de Março Já já registrou, em outubro, cautela no Dia das Crianças e atraso nas obras dos calçadões do Centro — a chuva soma mais um fator ao movimento irregular da temporada.

Com informações do Sindilojas-SP via Times Brasil | CNBC e ABC do ABC (15/10/2026).

Fontes

Notícias da 25 de Março