Fim de ano: varejo prioriza mulheres e CNDL estima 42,6 mil vagas femininas das 129,6 mil abertas

Vista da Rua 25 de Março com pedestres e fachadas de lojas
25 de Março, onde o reforço de equipe no fim de ano costuma concentrar vendedor e caixa Emilio Pechini / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Pesquisa CNDL/SPC Brasil aponta que 46,1% dos empresários das capitais que vão contratar preferem mulheres; vendedor, ajudante e entregador lideram as vagas para Black Friday e Natal.

Rua 25 de Março com lojas e pedestres entre as fachadas
Comércio na Rua 25 de Março, típico de reforço sazonal no balcão Dornicke / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Quase na reta final para Black Friday e Natal, o varejo brasileiro deve abrir cerca de 129,6 mil vagas para o fim de 2026 — e a preferência por mão de obra feminina equivale a cerca de 42,6 mil desses postos, segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a OfferWise, divulgada nesta quinta-feira (15).

O número de vagas com preferência declarada por mulheres sobe 51,7% em relação ao equivalente estimado para 2025 (mais 14,5 mil postos). Entre os empresários das capitais que vão contratar, 46,1% priorizam mulheres e só 17,1% preferem homens. A preferência feminina aparece com força no comércio (35,9%) e nas microempresas de até quatro funcionários (37,2%). A indiferença de gênero caiu de 50,2% para 37,7%.

Quais cargos sobem na fila

  • Vendedor — 23% das vagas
  • Ajudante — 22%
  • Entregador — 10%
  • Manicure — 10%
  • Caixa — 9%
  • Recepcionista — 9%

O avanço de ajudante e entregador acompanha a migração de vendas para canais digitais, que dependem de logística própria, aponta o estudo. A remuneração média fica em R$ 1.805 (R$ 138 a menos que em 2025) e a jornada média diária recua de 7,75 para 7,54 horas; em compensação, 71% das empresas já oferecem algum benefício.

O que isso muda na 25 de Março

Para lojistas da 25 de Março, Barão de Duprat e adjacências, o calendário de fim de ano costuma pedir reforço de balcão, caixa e, cada vez mais, alguém para separar e entregar pedido. A pesquisa reforça que a janela de contratação já está aberta — e que, nas micro lojas, a preferência por mulheres é ainda mais explícita.

O presidente da CNDL, José César da Costa, classifica as vagas temporárias como “oportunidade de ouro” de recolocação e porta de entrada para efetivação no ano seguinte. Lúcia Leijôto, da CDL Mulher, liga o salto das contratações femininas à autonomia financeira de quem sustenta a casa.

Quem já acompanha a discussão da escala 6x1 no Congresso sabe que equipe e folga vão pesar ainda mais em 2027: combinar reforço de fim de ano com o planejamento de escalas é o passo seguinte para quem não quer perder venda por falta de gente no balcão.

Com informações da CNDL / SPC Brasil (15/10/2026).

Fontes

Notícias da 25 de Março