O volume de vendas do comércio varejista brasileiro variou 0,1% em agosto frente a julho, na série com ajuste sazonal, depois da queda de 0,8% no mês anterior. O dado da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, divulgado em 15 de outubro, desenha um varejo praticamente estável — e abaixo do que o mercado esperava — na reta em que lojistas da 25 de Março e do entorno já montam estoque para Halloween, Black Friday e Natal.
No acumulado de 2026, o varejo sobe 1,7%; em 12 meses, 1,6%. Frente a agosto de 2025, a alta foi de 0,4%. Já o varejo ampliado (que inclui veículos e material de construção) recuou 0,2% na margem.
O que interessa ao polo da 25 de Março
Na passagem de julho para agosto, seis atividades ficaram no azul e duas no vermelho. Para quem vende na rua e nas galerias, o recorte setorial fala alto:
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico — brinquedos, presentes, utilidades e afins — subiram 1,4% na margem e 2,5% ante agosto de 2025.
- Tecidos, vestuário e calçados avançaram 0,6% na margem, mas ainda caem 3,9% no ano contra ano (terceiro mês seguido no vermelho interanual).
- Artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria (beleza/cosmético no mesmo grupo estatístico) cresceram 0,7% na margem e 4,8% na comparação anual.
- Equipamentos de informática e comunicação dispararam 6,3% na margem e 10,2% no ano — termômetro de celular, cabo, fone e acessório.
- No freio: móveis e eletrodomésticos (−4,2% na margem; −8,5% no ano).
A leitura prática para o comércio popular: o País não vive boom de volume, mas há bolsões de giro exatamente nas prateleiras que a 25 de Março conhece de cor — presente, utilidade, beleza e acessório eletrônico — enquanto moda ainda luta para recuperar o patamar de 2025. Com chuva recente cortando pedestre e juros altos no crédito, o IBGE reforça o que o Sindilojas-SP já vem dizendo: cada cliente na loja precisa virar venda com margem, e o calendário de fim de ano não admite estoque “no escuro”.
Com informações do IBGE / Agência Brasil (15/10/2026).