A fiscalização contra brinquedos irregulares apertou em 2026, e quem vende o produto precisa redobrar a atenção com a procedência do estoque às vésperas do Natal. Segundo dados da Receita Federal divulgados pelo jornal O Globo nesta quarta-feira (28), as apreensões de brinquedos somaram R$ 48,7 milhões até setembro, quase o mesmo valor de todo o ano de 2025 (R$ 51,7 milhões). Em 2024, o total tinha sido de R$ 31,1 milhões.
Entram nessa conta brinquedos falsificados, sem certificação ou documentação, subfaturados e mercadorias trazidas na bagagem para revenda.
Contêineres com carga escondida no Porto do Rio
A maior ação do ano foi a Operação Play Fake, no Porto do Rio de Janeiro, feita em duas fases entre setembro e o início de outubro. Os fiscais retiveram nove contêineres vindos da China, com 135 toneladas de mercadorias avaliadas em R$ 63 milhões, de acordo com a Agência Brasil. As cargas declaravam produtos de baixo valor, mas esses itens ocupavam só a parte da frente dos contêineres; no fundo estavam pelúcias, bonecos colecionáveis, cartas de jogos e outros artigos ligados a franquias famosas, parte deles sem o selo do Inmetro, o que impede a venda no Brasil.

Ipem-SP e Polícia Civil também ampliaram as apreensões
No estado de São Paulo, o Ipem-SP, que fiscaliza em nome do Inmetro, verificou 171 mil brinquedos em lojas até setembro e apreendeu 5,7 mil, número que já supera os 4,2 mil retidos em todo o ano passado. Já a Operação Brinquedo Seguro, da Polícia Civil, recolheu no dia 7 de outubro mais de 50 mil produtos irregulares em lojas do centro da capital, entre bonecos de marcas conhecidas, miniaturas, pelúcias, brinquedos de montar e squishies sem homologação.
Para o presidente da Abrinq, Synésio Costa, a estrutura de fiscalização não dá conta do volume de produtos que entra no país, inclusive porque há falsificação do próprio selo do Inmetro.
O que o lojista deve conferir
Para quem revende brinquedos, o recado é claro: produto sem selo do Inmetro pode ser apreendido na loja, e o prejuízo fica com quem comprou o estoque. Antes de fechar pedido para o Natal, vale exigir nota fiscal do fornecedor, conferir se o selo e o número de registro estão na embalagem e desconfiar de preços muito abaixo do mercado, principalmente em itens de personagens licenciados.
Com informações de O Globo/Valor Econômico e da Agência Brasil.




