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25 de Março · São Paulo / 605 lojas na 25 de março
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Inadimplência volta a subir e atinge 75 milhões de brasileiros em setembro; dívidas com o comércio recuam, aponta CNDL/SPC

Multidão de consumidores caminhando entre lojas na Rua 25 de Março, em São Paulo
Movimento na Rua 25 de Março: com 75 milhões de inadimplentes no país, consumidor chega ao fim de ano com orçamento apertado C.araujo26 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quase 45% dos adultos estão com contas em atraso e cada devedor deve, em média, R$ 5.240. Bancos concentram a maior parte das pendências, enquanto as dívidas com lojas caíram 1,77% em um ano.

Ladeira Porto Geral lotada de pedestres e lojas de bijuterias no Centro de São Paulo
Ladeira Porto Geral, acesso à 25 de Março: dívidas com o comércio recuaram 1,77% em um ano, segundo CNDL/SPC (imagem ilustrativa) Wilfredor / Wikimedia Commons (CC0)

O número de brasileiros com contas em atraso voltou a crescer. Em setembro de 2026, o país somava 75,05 milhões de inadimplentes, o equivalente a 44,67% da população adulta, segundo o Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, divulgado nesta terça-feira (20).

De agosto para setembro, a quantidade de devedores aumentou 2,07%, saindo de 73,53 milhões. Já o número de dívidas em atraso subiu 3,07% no mês e 13,62% na comparação com setembro de 2025.

Quem deve e quanto

Em média, cada inadimplente devia R$ 5.240,29, espalhados por cerca de 2,36 credores. Boa parte das pendências, porém, é de valor baixo: 28,69% dos negativados tinham dívidas de até R$ 500, fatia que chega a 40,75% quando o limite sobe para R$ 1.000.

A faixa dos 30 aos 39 anos concentra o maior grupo, com 18,06 milhões de pessoas, mais da metade (53,30%) de todos os brasileiros nessa idade. Entre as regiões, o Sul teve a maior alta anual no número de devedores (9,75%), e o Sudeste ficou em 5,60%. No Centro-Oeste, 48,74% dos adultos estão negativados, a maior proporção do país.

Bancos lideram, comércio recua

Os bancos respondem por 65,95% das dívidas em atraso, seguidos por contas de água e luz (10,14%). O setor de comércio fica com 8,12% e foi o único a registrar queda no período, de 1,77% no total de dívidas. As maiores altas vieram de comunicação (17,84%), bancos (12,89%) e água e luz (12,08%).

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, os juros elevados encarecem o crédito e comprometem uma parte maior da renda, o que dificulta a saída do cadastro de devedores. Já o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, avalia que os programas de renegociação ajudam, mas não resolvem sozinhos o problema, porque muita gente deve a vários credores ao mesmo tempo. Para quem tem pequeno negócio, também há regras próprias de renegociação, como as do Prospera MEI.

O que isso significa para o lojista da 25 de Março

  • Cliente com orçamento curto: com quase metade dos adultos negativada, o consumidor de fim de ano tende a priorizar preço baixo e compras menores, algo que já aparece nas vendas fracas de setembro.
  • Cuidado com o fiado e o crediário: a queda das dívidas com o comércio pode refletir lojas mais seletivas na hora de vender a prazo; consultar o CPF antes de parcelar continua sendo uma boa prática.
  • Pagamento à vista e Pix: descontos para pagamento imediato ajudam a girar estoque sem aumentar o risco de calote antes de Black Friday e Natal.

Com informações da CNDL, do SPC Brasil e do Poder360.

Fontes

Notícias da 25 de Março