No e-commerce, uma gravação simples no celular pode vender mais confiança do que um vídeo “de agência”. Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil (com a Offerwise), divulgada em 15 de outubro pela Varejo S.A., mostra que 57% dos entrevistados preferem vídeos de depoimento com aparência caseira; só 22% escolhem produções profissionais.
O dado cai como luva para quem atende na 25 de Março, na Barão de Duprat ou na Senador Queirós e já manda catálogo no WhatsApp: o cliente quer ver tamanho, brilho, textura e “como fica na mão” — exatamente o que uma foto de estúdio às vezes esconde.
Em quem o consumidor confia
- Recomendação de amigos e familiares: nota 4,19 (escala 1–5).
- Avaliações de outros clientes e selos de reputação: 4,14.
- Publicidade de influenciadores e celebridades: 2,89 — descoberta sim; garantia de compra, nem tanto.
Quase metade (49%) ainda cita a impossibilidade de ver ou tocar o produto como principal desvantagem da compra online. Depoimento em vídeo — do próprio cliente ou do balcão filmando o item sob a luz da loja — encurta essa distância sem exigir estúdio.
A pesquisa não manda abandonar foto boa: serve para lembrar a função de cada formato. Imagem produzida posiciona a marca; o vídeo caseiro comprova uso real. Transparência sobre parceria paga e ficha técnica (medida, material, troca, prazo) continuam obrigatórias — estética “espontânea” não substitui informação clara, sobretudo quando o pedido vem de quem já conheceu o polo no atacado e agora recompra à distância.
Para a reta de Black Friday e Natal, o custo da ação é baixo: pedir um “vídeo de 15 segundos” a quem acabou de comprar, filmar o unboxing na própria banca e postar no status do WhatsApp pode valer mais do que alugar influenciador genérico.
Com informações da CNDL/SPC Brasil via Varejo S.A. (15/10/2026).