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Confiança das grandes lojas da capital despenca 11% e expansão do comércio cai pelo sétimo mês, aponta FecomercioSP

Pesquisa da FecomercioSP mostra que, em setembro, a confiança das empresas com mais de 50 funcionários caiu de 105,8 para 93,9 pontos, quase empatando com a dos pequenos negócios. Intenção de investir recuou pelo oitavo mês seguido.

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Movimento de pedestres e lojas na Rua 25 de Março, em São Paulo
Comércio do centro de São Paulo entra na reta final do ano com empresários mais cautelosos (imagem ilustrativa) C.araujo26 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O empresário do comércio paulistano chegou ao último trimestre do ano mais cauteloso, e desta vez a desconfiança atingiu em cheio as empresas maiores. Segundo pesquisa da FecomercioSP divulgada nesta semana, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) entre os negócios com mais de 50 empregados caiu de 105,8 para 93,9 pontos em setembro, um tombo de 11,2% em relação a agosto.

O resultado chama a atenção porque, normalmente, as grandes empresas se mostram bem mais otimistas que as pequenas. Em setembro, a distância entre os dois grupos, que passava de 11 pontos, ficou abaixo de 1 ponto. Os pequenos negócios também recuaram, mas pouco: de 94,1 para 93,3 pontos (-0,9%).

Vendas fracas e margem apertada

No índice geral, a confiança caiu 1,1%, para 93,3 pontos, interrompendo dois meses de alta. O que mais pesou foi a avaliação do momento atual, que recuou 3,6%, sinal de vendas mais fracas e margens pressionadas. A nota que os empresários dão à situação do próprio negócio caiu de 85,2 para 82,2 pontos, e a avaliação da economia, de 55 para 53,2.

Lojas e ambulantes na Ladeira Porto Geral, no centro de São Paulo
Ladeira Porto Geral, uma das entradas da região da 25 de Março (imagem ilustrativa) Wilfredor / Wikimedia Commons (CC0)

As expectativas para os próximos meses, por outro lado, ficaram praticamente estáveis, em 117,2 pontos, ou seja, o comerciante ainda acredita em melhora, mas não quer arriscar agora. Para a federação, juros altos, consumidor endividado e crédito caro colocaram o varejo em "estado de alerta", e o cenário político ajuda a adiar decisões de investimento maiores.

Investimento e expansão no freio

A intenção de investir caiu pelo oitavo mês consecutivo (de 96,8 para 96,1 pontos). Já o Índice de Expansão do Comércio (IEC), que mede a disposição de abrir lojas e contratar, recuou 1,6%, para 99,1 pontos, o menor nível desde maio de 2025. São sete quedas seguidas, a mesma sequência registrada no começo da pandemia, e o indicador voltou a ficar abaixo de 100, faixa em que o pessimismo supera o otimismo.

A exceção é a contratação: a expectativa de admitir funcionários perdeu fôlego (-1,4%, para 112,4 pontos), mas segue 4,5% acima de um ano atrás, puxada pelo reforço de equipes para o fim de ano.

O que isso significa para o lojista da 25

Para quem compra estoque para o Natal na região da 25 de Março, o quadro pede prudência: com crédito caro e cliente endividado, vale negociar prazo com o fornecedor, evitar comprar além do que o caixa aguenta e priorizar os itens de giro rápido da temporada.

Com informações da FecomercioSP e do Monitor Mercantil.

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