A Black Friday deste ano, marcada para 27 de novembro, chega com um cliente desconfiado, mas disposto a gastar. Segundo levantamento da Dito, plataforma de CRM com inteligência artificial, feito com o Opinion Box, 75% dos consumidores concordam que a data tem muitas ofertas enganosas, e 63% acham que ela já foi melhor. Mesmo assim, 62% dizem que pretendem comprar, 24% ainda não decidiram e só 14% descartam as compras.
A pesquisa ouviu 1.003 pessoas pela internet em julho e agosto, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais, e teve novos recortes divulgados nesta semana.
Cliente pesquisa antes de pagar
A desconfiança se traduz em comparação de preços. Entre os entrevistados:
- 31% acompanham o preço dos produtos que querem comprar;
- 24% adiam compras necessárias para esperar a data;
- 19% seguem lojas que oferecem cupons;
- 18% usam sites e aplicativos de comparação e histórico de preços;
- apenas 22% decidem na hora, quando encontram um desconto muito bom.
O preço baixo é o fator mais importante para 75% dos consumidores, e 47% desistiriam da compra se o valor final ficasse acima do esperado. Na hora de ver uma oferta na internet, 44% leem as avaliações do produto e 39% pesquisam a reputação da loja. Para um em cada quatro, reclamações sobre o vendedor bastam para desistir, e 16% abandonam a compra se não confiarem na segurança do pagamento.
O que mais vende
Entre quem pretende comprar, os eletroeletrônicos lideram a lista, citados por 43%, seguidos de eletrodomésticos e de roupas e acessórios, com 39% cada, e de beleza e cosméticos, com 33%. A maioria (57%) pretende combinar lojas físicas e on-line, enquanto 10% devem comprar só em lojas físicas, de acordo com os dados divulgados pela revista Veja.
Recado para quem vende
Para o comércio da região da 25 de Março, que vende acessórios, bijuterias, cosméticos e eletrônicos de pequeno porte, os números indicam que desconto inflado não convence: o cliente chega com o preço pesquisado no celular. Manter etiquetas e preços de vitrine coerentes com os anúncios nas redes e no WhatsApp, deixar claro o valor final e cuidar das avaliações on-line tende a pesar mais do que um percentual chamativo. Vale lembrar que o Código de Defesa do Consumidor proíbe a publicidade enganosa. Sobre os dados pessoais, só 12% dos consumidores entregam e-mail ou telefone sem se importar; 35% só aceitam se o benefício for muito bom.
Outros levantamentos já mostraram que a data deve aumentar o número de pedidos, com ticket médio menor e o WhatsApp como canal preferido, e que as promoções tendem a se espalhar pelo mês de novembro inteiro.
Com informações da Dito e do Opinion Box, publicadas pelo Central do Varejo e pela Veja.
