A DHL Supply Chain, braço de armazenagem e distribuição da DHL, projeta movimentar 27% mais mercadorias na alta temporada deste ano, que vai de outubro a dezembro e tem a Black Friday como principal data. A estimativa foi apresentada ao InfoMoney nesta quinta-feira (22) por Solon Barrios, vice-presidente de Retail e E-commerce da empresa no Brasil.
Segundo o InfoMoney, a companhia espera passar de 37 milhões de itens no pico de novembro, volume 19% acima de um mês comum de operação. No acumulado de 2026, o crescimento de volume deve fechar em 14% sobre 2025. Para dar conta do pico, a DHL prevê reforçar as equipes com cerca de 2.600 temporários, que se somam aos cerca de 24 mil funcionários da divisão, além de robôs de separação e leitura automática de etiquetas nos centros de distribuição de Jandira e Cajamar (SP), Extrema (MG), Serra (ES) e Distrito Federal.
Outro dado mostra como muda o perfil dos pedidos: nas operações que atendem empresas e consumidor final ao mesmo tempo, a venda direta ao consumidor representa em média 15% do volume num mês comum e chega a 28% na Black Friday e no Natal, de acordo com a Mercado&Consumo. Isso significa mais pedidos pequenos, embalagens individuais e envios para destinos diferentes.
Promoção espalhada pelo mês
O recado mais útil para quem vende está na leitura do executivo sobre o calendário: a Black Friday continua forte, mas está mais diluída. Com Black Week, Cyber Week e Black Monday, os picos de venda viraram vários picos menores, e novembro inteiro passou a ser o período de maior movimento, em vez de um único dia de descontos.
A avaliação combina com a projeção da Confi (Neotrust) com o E-Commerce Brasil, que espera crescimento das vendas on-line na Black Friday puxado por compras mais frequentes, de menor valor e distribuídas ao longo do mês.
Beleza segura o crescimento
Segundo Barrios, categorias como beleza, suplementos e saúde vêm ganhando espaço e compensam segmentos mais afetados pelos juros altos e pelo crédito restrito. Ele também disse que as recuperações judiciais e extrajudiciais de grandes redes varejistas não tiveram reflexo relevante nos volumes da operação.
O que isso significa para o lojista da 25 de Março
- Planejar para quatro semanas: com a disputa espalhada por novembro, vale escalonar ofertas e reposição de estoque em vez de apostar tudo na sexta-feira, 27.
- Cosméticos e beleza em alta: a tendência citada pela DHL conversa com o forte comércio de maquiagem e acessórios de beleza da região.
- Prazo de entrega conta: quem vende também pela internet deve prever com antecedência a logística de envio, já que as operadoras trabalham no limite nesse período.
Outras empresas de entrega já se preparam para o pico: os Correios anunciaram reforço da operação para Black Friday e Natal, e estimativas do setor apontam que a data deve movimentar R$ 13,3 bilhões no e-commerce.
Com informações do InfoMoney e da Mercado&Consumo.
