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Black Friday vira “mês inteiro”: DHL projeta 27% mais volume na alta temporada e vê beleza puxando o e-commerce

Lojas e consumidores na Rua 25 de Março, no centro de São Paulo
Rua 25 de Março: com a Black Friday espalhada por novembro, lojistas podem escalonar ofertas e estoque (imagem ilustrativa) Otávio Nogueira / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Operadora logística espera movimentar mais de 37 milhões de itens só em novembro e diz que as promoções estão espalhadas pelo mês, com Black Week e Cyber Week. Beleza e suplementos compensam categorias pressionadas pelos juros.

Movimento de compradores na Rua 25 de Março
Comércio da 25 de Março: beleza e cosméticos estão entre as categorias que mais crescem no e-commerce, segundo a DHL (imagem ilustrativa) Otávio Nogueira / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A DHL Supply Chain, braço de armazenagem e distribuição da DHL, projeta movimentar 27% mais mercadorias na alta temporada deste ano, que vai de outubro a dezembro e tem a Black Friday como principal data. A estimativa foi apresentada ao InfoMoney nesta quinta-feira (22) por Solon Barrios, vice-presidente de Retail e E-commerce da empresa no Brasil.

Segundo o InfoMoney, a companhia espera passar de 37 milhões de itens no pico de novembro, volume 19% acima de um mês comum de operação. No acumulado de 2026, o crescimento de volume deve fechar em 14% sobre 2025. Para dar conta do pico, a DHL prevê reforçar as equipes com cerca de 2.600 temporários, que se somam aos cerca de 24 mil funcionários da divisão, além de robôs de separação e leitura automática de etiquetas nos centros de distribuição de Jandira e Cajamar (SP), Extrema (MG), Serra (ES) e Distrito Federal.

Outro dado mostra como muda o perfil dos pedidos: nas operações que atendem empresas e consumidor final ao mesmo tempo, a venda direta ao consumidor representa em média 15% do volume num mês comum e chega a 28% na Black Friday e no Natal, de acordo com a Mercado&Consumo. Isso significa mais pedidos pequenos, embalagens individuais e envios para destinos diferentes.

Promoção espalhada pelo mês

O recado mais útil para quem vende está na leitura do executivo sobre o calendário: a Black Friday continua forte, mas está mais diluída. Com Black Week, Cyber Week e Black Monday, os picos de venda viraram vários picos menores, e novembro inteiro passou a ser o período de maior movimento, em vez de um único dia de descontos.

A avaliação combina com a projeção da Confi (Neotrust) com o E-Commerce Brasil, que espera crescimento das vendas on-line na Black Friday puxado por compras mais frequentes, de menor valor e distribuídas ao longo do mês.

Beleza segura o crescimento

Segundo Barrios, categorias como beleza, suplementos e saúde vêm ganhando espaço e compensam segmentos mais afetados pelos juros altos e pelo crédito restrito. Ele também disse que as recuperações judiciais e extrajudiciais de grandes redes varejistas não tiveram reflexo relevante nos volumes da operação.

O que isso significa para o lojista da 25 de Março

  • Planejar para quatro semanas: com a disputa espalhada por novembro, vale escalonar ofertas e reposição de estoque em vez de apostar tudo na sexta-feira, 27.
  • Cosméticos e beleza em alta: a tendência citada pela DHL conversa com o forte comércio de maquiagem e acessórios de beleza da região.
  • Prazo de entrega conta: quem vende também pela internet deve prever com antecedência a logística de envio, já que as operadoras trabalham no limite nesse período.

Outras empresas de entrega já se preparam para o pico: os Correios anunciaram reforço da operação para Black Friday e Natal, e estimativas do setor apontam que a data deve movimentar R$ 13,3 bilhões no e-commerce.

Com informações do InfoMoney e da Mercado&Consumo.

Fontes

Notícias da 25 de Março