Ir para o conteúdo
25 de Março · São Paulo / 603 lojas na 25 de março
Planeje sua visita
Entrar

Confiança do consumidor paulistano volta a subir, mas intenção de compra cai pelo sétimo mês e Natal deve ser de cliente seletivo

Consumidores e lojas na Rua 25 de Março, no centro de São Paulo
Rua 25 de Março: consumidor paulistano está mais confiante, mas segue cauteloso nas compras (imagem ilustrativa) bruno fernandes / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Índice de Confiança do Consumidor da FecomercioSP subiu 0,2% em setembro, após duas quedas, mas a Intenção de Consumo das Famílias recuou de novo. Para a federação, emprego e renda seguram as compras de fim de ano, mas juros e dívidas deixam o cliente mais atento a preço e parcelamento.

Movimento de compradores na Rua 25 de Março
Para a FecomercioSP, o fim de ano deve ter cliente comparando preços e condições de pagamento (imagem ilustrativa) C.araujo26 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O consumidor da cidade de São Paulo está um pouco mais confiante, mas ainda não está disposto a abrir a carteira. É o que mostram dois indicadores divulgados nesta quinta-feira (22) pela FecomercioSP, a federação do comércio paulista, com dados de setembro.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,2%, para 121,1 pontos, e interrompeu uma sequência de duas quedas. Na comparação com setembro de 2025, a alta é de 9,9%. Já a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,2%, para 110,7 pontos, no sétimo mês seguido de baixa, sequência que começou em março. O índice continua acima dos 100 pontos, linha que separa avaliação positiva de negativa, e está 4,6% acima de um ano atrás.

Emprego segura, dívidas travam

Segundo a federação, o mercado de trabalho aquecido e a renda ainda dão sustentação ao consumo: o item emprego atual ficou em 141,2 pontos, o mais alto do índice, e 53,7% dos entrevistados se dizem seguros no trabalho. O problema está no orçamento. Juros elevados e o peso das dívidas reduzem o dinheiro que sobra para novas compras, sobretudo as parceladas.

Dois números chamam atenção para quem vende no varejo. O nível de consumo atual caiu 1,3%, para 86,9 pontos, abaixo da linha de satisfação. E a perspectiva profissional recuou pela quarta vez seguida, com 42,8% dos consumidores avaliando mal suas chances de crescer no emprego, o que tende a deixar as famílias mais cautelosas. Por outro lado, a perspectiva de consumo subiu 1,1%, para 107,3 pontos, a 13ª alta consecutiva na comparação anual: o paulistano diz que pretende comprar mais nos próximos meses, embora ainda não esteja fazendo isso.

Na confiança, houve diferença por idade. Entre quem tem 35 anos ou mais, o índice subiu 4,6%, enquanto entre os mais jovens caiu 2,2%.

O que isso significa para o lojista da 25 de Março

Para a FecomercioSP, Black Friday e Natal ainda devem se apoiar no emprego, na renda e no décimo terceiro salário, mas com uma demanda mais seletiva: cliente comparando preço, olhando condição de pagamento e pesando cada compra no orçamento. A federação recomenda aos empresários:

  • Planejar o estoque com cuidado, sem apostar em volumes muito acima dos do ano passado;
  • Ter várias faixas de preço, com opções de entrada para quem quer gastar menos;
  • Oferecer condições de pagamento claras e compatíveis com o bolso do consumidor.

O retrato combina com o que lojistas da região vêm relatando. Lojas de decoração do centro viram a procura por artigos de Natal começar mais cedo, enquanto a inadimplência voltou a subir em setembro e operadoras logísticas esperam uma Black Friday espalhada por todo o mês de novembro.

O ICC é apurado com cerca de 2,1 mil consumidores e a ICF com cerca de 2,2 mil, todos moradores da capital paulista.

Com informações da FecomercioSP e do Monitor Mercantil.

Fontes

Notícias da 25 de Março