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25 de Março · São Paulo / 603 lojas na 25 de março
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Black Friday 2026: pedidos devem subir 31%, mas ticket médio cai, e WhatsApp vira canal preferido do cliente

Movimento de compradores na Ladeira Porto Geral, vizinha da Rua 25 de Março
Ladeira Porto Geral, na região da 25 de Março: Black Friday deve ter mais pedidos e ticket menor (imagem ilustrativa) Wilfredor / Wikimedia Commons (CC0)

Associação de e-commerce projeta R$ 16,6 bilhões na semana da Black Friday, com mais pedidos e gasto menor por compra. Pesquisa da Sinch mostra que 68,6% dos consumidores preferem acompanhar pedidos pelo WhatsApp e 52,9% topam receber ofertas pelo aplicativo.

Lojas e pedestres na Rua 25 de Março, no centro de São Paulo
Lojistas da região já usam o WhatsApp para vender e atender clientes (imagem ilustrativa) joão Scarpi / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

A Black Friday deste ano deve ter mais gente comprando, mas gastando menos em cada pedido. É o que aponta uma projeção da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM) divulgada nesta quinta-feira (22). Ao mesmo tempo, uma pesquisa da empresa de comunicação Sinch mostra que o WhatsApp se firmou como o canal em que o consumidor quer falar com a loja, antes e depois da compra.

Mais pedidos, compras menores

Segundo a ABIACOM, o comércio eletrônico brasileiro deve faturar R$ 16,6 bilhões na semana da Black Friday de 2026, alta de 24,4% sobre os R$ 13,35 bilhões de 2025. O número de pedidos deve saltar de 16,5 milhões para 21,7 milhões, cerca de 31% a mais. Já o ticket médio, o valor gasto em cada compra, deve recuar 5,2%, de R$ 808,50 para R$ 766,50.

Para o presidente da entidade, Fernando Mansano, os juros altos levam o consumidor a pesquisar mais, comparar marcas e priorizar produtos de valor menor. A associação estima ainda que as vendas a mais geradas pela data, além do que seria vendido normalmente, cheguem a R$ 11,3 bilhões, ante R$ 9,1 bilhões no ano passado.

O cliente quer ser avisado pelo WhatsApp

O levantamento da Sinch indica que 68,6% dos consumidores brasileiros preferem receber pelo WhatsApp as atualizações sobre pedido, pagamento e entrega, e 52,9% gostariam de receber promoções pelo aplicativo. Ou seja: o canal pesa ainda mais no pós-venda do que na oferta. Para a empresa, em períodos de pico, quando crescem as dúvidas sobre prazos, manter o comprador informado reduz reclamações e facilita a recompra.

O que isso significa para a 25 de Março

Os dois dados conversam bem com a realidade da região, onde boa parte das lojas já vende e atende pelo WhatsApp e trabalha com produtos de preço baixo e giro alto. Algumas lições práticas para o lojista:

  • Ofertas de entrada: com o ticket médio em queda, kits, combos e itens baratos tendem a converter melhor do que grandes descontos em produtos caros;
  • Lista de transmissão com critério: metade dos clientes aceita receber promoções, mas mensagens demais afastam. Vale segmentar e mandar ofertas relevantes;
  • Pós-venda organizado: confirmar pagamento, avisar o envio e informar o prazo pelo próprio WhatsApp é o que o cliente mais valoriza;
  • Preço comparável: como o consumidor pesquisa antes de comprar, deixar preço e condições claros no anúncio ajuda a fechar a venda.

As projeções reforçam o que outras pesquisas já mostravam, como a da DHL, que espera uma Black Friday espalhada por todo o mês de novembro, e a da FecomercioSP, que vê um consumidor mais seletivo neste fim de ano. A Black Friday de 2026 cai em 27 de novembro.

Com informações da ABIACOM e da Sinch, divulgadas pelo allconnected.media.

Fontes

Notícias da 25 de Março