A Black Friday de 2026, marcada para 27 de novembro, deve chegar num mês mais fraco para o comércio. Segundo projeção do IEMI – Inteligência de Mercado, o varejo restrito brasileiro deve faturar R$ 296,8 bilhões em novembro, valor 2,5% menor que os R$ 304,4 bilhões do mesmo mês de 2025.
A conta foi feita com base na série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE e inclui segmentos como supermercados, tecidos, vestuário, calçados, móveis, eletrodomésticos e artigos farmacêuticos. Mesmo com o recuo no mês, o instituto estima que o ano feche com R$ 3,43 trilhões em vendas, alta de 0,9% sobre 2025.
Novembro perde peso no ano
Pelos cálculos do IEMI, novembro deve responder por 8,7% do faturamento anual do varejo em 2026, abaixo dos 9% registrados em 2023 e 2025 e dos 9,1% de 2024. Ou seja: as compras estão menos concentradas na data de descontos e mais espalhadas ao longo do ano.

Para Marcelo Prado, diretor do instituto, a Black Friday vai acontecer num ambiente de mais cautela no consumo. Ele avalia que a data ainda traz oportunidades, mas que o cliente tende a comparar mais antes de fechar a compra, o que obriga as lojas a caprichar no preço, nas condições de pagamento e na forma de divulgar as ofertas.
Concorrência com os importados
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) lembrou, em reportagem da CNN Brasil, que a data coincide com um momento mais difícil para a moda nacional, depois do fim da chamada “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais de até US$ 50. Para o presidente da entidade, Edmundo Lima, a Black Friday é importante para o varejo, mas mostra a necessidade de condições justas de concorrência.
O que isso significa para o lojista
Para quem vende no atacado e no varejo da região da 25 de Março, o recado é planejar o estoque com cuidado, sem apostar tudo num pico de vendas que pode não vir no tamanho esperado. Ofertas com desconto claro, parcelamento e boa comunicação nas redes e no WhatsApp tendem a fazer mais diferença do que nunca, já que o consumidor vai pesquisar antes de comprar. E, como novembro perde espaço, vale guardar fôlego para o Natal, quando itens de uso pessoal e presentes costumam vender mais.
Com informações do IEMI, via Mirian Gasparin e Brasil Inovador, e da CNN Brasil.




