A concessionária Trivia Trens, que desde julho opera as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e o Expresso Aeroporto, voltou a detalhar nesta semana o plano de R$ 14,3 bilhões para modernizar e expandir a rede. A maior parte do dinheiro deve ser aplicada nos próximos sete anos, e uma das obras mexe diretamente com a região de compras do Centro: a Estação Brás está entre as três que vão passar por ampliação de estrutura e capacidade, ao lado de Guaianases e Braz Cubas.
O Brás é o ponto onde as linhas 11 e 12 encontram a Linha 3-Vermelha do Metrô e a Linha 10-Turquesa. É por ali que chega boa parte do público que vem da Zona Leste, de Guarulhos e de cidades como Mogi das Cruzes, Suzano e Itaquaquecetuba para comprar no Brás, na 25 de Março e no Bom Retiro, além de muitos funcionários do comércio da região.
Nova estação no Bom Retiro
Na Linha 11-Coral, o contrato prevê três estações novas, e uma delas é a Bom Retiro, bairro vizinho da 25 de Março e conhecido pelo comércio de moda. As outras duas ficam em Lajeado e César de Souza, no extremo leste. Também estão previstas obras no complexo ferroviário da Luz.

No total, o pacote inclui oito estações novas, a reconstrução de Jundiapeba, Mogi das Cruzes, Estudantes e Itaquaquecetuba, a reforma das demais e cerca de 25 km de expansão da malha. A meta é passar dos cerca de 900 mil passageiros por dia atuais para 1,3 milhão até 2040, com trens mais frequentes. Na Linha 11, a promessa é de um trem a cada três minutos entre Barra Funda e Suzano depois das obras.
O que já mudou e o que ainda falta
Desde janeiro, 23 das 29 estações da rede receberam melhorias em iluminação, acessibilidade, comunicação visual, pisos e áreas de circulação; Luz, Brás e Tatuapé estavam na lista. A empresa também diz ter recebido máquinas automatizadas de manutenção que renovam cerca de 2 km de via em 36 horas, o que deve reduzir as paralisações para obras.
A concessionária ainda não divulgou datas de início das obras de ampliação no Brás. Por enquanto, a tarifa segue em R$ 5,40, definida pelo governo do Estado. Para o lojista da região, a mudança interessa no médio prazo: mais capacidade e menos intervalos nas linhas que ligam o Alto Tietê ao Centro significam acesso mais fácil para clientes e funcionários.
Com informações da Trivia Trens, do Metrópoles, da Folha de Curitiba e do Diário de Suzano.




