A Receita Federal reteve na noite de sábado, 31 de outubro, dois ônibus que seguiam para o estado de São Paulo carregados de mercadorias estrangeiras sem comprovação de importação regular. As abordagens aconteceram em Foz do Iguaçu e em Santa Terezinha de Itaipu, no oeste do Paraná, e, somadas, as cargas foram avaliadas em cerca de R$ 1,5 milhão.
As ações fazem parte da Operação Fronteira Integrada, de combate ao contrabando e ao descaminho, e foram feitas por servidores da Alfândega da Receita em Foz do Iguaçu, com apoio da Guarda Municipal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ônibus parado em hotel e sem autorização da ANTT
O primeiro veículo foi encontrado em um hotel na região central de Foz do Iguaçu. Levava 28 passageiros e estava lotado de produtos vindos do Paraguai, guardados sob os assentos, no piso do compartimento inferior e nos bagageiros. O ônibus também não tinha autorização de viagem da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A carga foi estimada em R$ 800 mil, e o veículo foi levado à Alfândega para retenção definitiva.

Emagrecedores escondidos no banheiro
O segundo ônibus, com 41 passageiros, foi parado no posto da PRF em Santa Terezinha de Itaipu. Durante a lacração do veículo na Alfândega, os servidores acharam volumes de mercadorias estrangeiras e uma quantidade grande de medicamentos emagrecedores, escondidos sob os bancos, dentro do banheiro e em outros pontos de difícil acesso. Essa carga foi avaliada em cerca de R$ 700 mil.
Ninguém foi preso. Os ônibus e as mercadorias passaram pelos procedimentos administrativos previstos em lei.
O que o lojista deve observar
As fontes não informam para qual cidade paulista nem para quais comércios a mercadoria seguia. Mesmo assim, o caso é um lembrete para quem vende produto importado no centro de São Paulo: mercadoria que entra no país sem pagar impostos pode ser apreendida em qualquer ponto do caminho, inclusive dentro da loja, e quem compra sem nota fiscal corre o risco de perder o estoque. Na reta da Black Friday e do Natal, quando a procura por fornecedor mais barato aumenta, vale exigir nota e conferir a procedência antes de fechar negócio.
Com informações do H2FOZ, do Diário de Foz e do Foz Ao Vivo, a partir de dados da Receita Federal.




