O mercado de decoração de Natal entra na reta final de 2026 com expectativa de crescimento em Belo Horizonte, mas com um alerta que vale para lojistas de todo o país: o movimento começou devagar. Reportagem do Diário do Comércio, de Minas Gerais, ouviu lojas de enfeites e empresas de projetos natalinos da capital mineira.
Meta alta, começo lento
A gerente da Estrada Real Decorações, em Contagem, na região metropolitana, diz que a loja quer faturar entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão na temporada, contra pouco mais de R$ 600 mil no Natal passado, o que representa uma alta de até cerca de 67%. O Natal responde por 40% a 50% da receita anual da unidade, que faz parte de uma rede de seis lojas.
Só que, até agora, o fluxo está abaixo do registrado no mesmo período de 2025. A resposta foi antecipar promoções e ampliar a oferta de itens mais baratos. A loja aposta na Black Friday e na primeira parcela do 13º salário, ambas no fim de novembro, para destravar as vendas, e espera que o número de clientes por dia triplique, de 50 a 80 para cerca de 240. Os preços vão de R$ 5 a R$ 12 mil, e árvores, iluminação, bolas e velas são os itens mais procurados.

Em setembro, o jornal O Tempo já mostrava a mesma rede trocando a vitrine pelos itens natalinos desde agosto, com mais de mil tipos de produtos e meta inicial de vender 30% a mais que em 2025. A antecipação, segundo a gerência ouvida na época, atende principalmente decoradores, lojistas e fotógrafos que montam estúdios temáticos e precisam comprar antes. Verde e branco aparecem como tendência ao lado do vermelho tradicional.
Alugar em vez de vender
Outra tendência apontada é a locação. Na Casa Maia, que trabalha com decoração há 35 anos e acaba de abrir a terceira loja, o aluguel de peças e a montagem de projetos já chegam a 50% a 60% do faturamento natalino. A empresa atende hospitais, laboratórios, supermercados e condomínios, mantém cerca de 50 mil itens em estoque e prevê faturar até R$ 2,2 milhões, alta de 5% a 10%. A equipe triplica na temporada, de cerca de dez para 30 pessoas. Para a proprietária, o consumidor está disposto a gastar, mas está mais exigente e quer serviço e atendimento.
Já a Futuro Natal, especializada em decoração de cidades, atende cerca de 20 municípios mineiros e também projeta crescer de 5% a 10%. Projetos públicos respondem por 60% a 70% da receita, e o planejamento começa entre março e julho.
Por que interessa ao lojista da 25
A região da 25 de Março é um dos principais polos de enfeites, luzes e artigos natalinos do país, e muitas dessas lojas do interior compram no atacado do Centro de São Paulo. O retrato de BH mostra um cliente que deixa a compra para mais perto da data, pesquisa preço e valoriza serviço. Para quem vende no atacado, isso pede reposição rápida em novembro, kits prontos e atenção ao decorador profissional, que trabalha com locação e compra em volume.
Com informações do Diário do Comércio (MG) e de O Tempo.




