A primeira mudança concreta do projeto que vai levar a sede do governo de São Paulo para o Centro deve aparecer no transporte: um novo terminal de ônibus ao lado da Estação da Luz, que vai substituir o Terminal Princesa Isabel, nos Campos Elíseos. A previsão é que a obra comece já em 2027 e o terminal fique pronto em 2028, segundo o secretário estadual de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif Domingos, em entrevista ao g1.
O terminal é a etapa mais rápida do pacote porque será erguido em terreno que já é público, entre a Avenida Cásper Líbero e a Rua Brigadeiro Tobias, a poucos metros do acesso à Linha 4-Amarela do Metrô. Não depende, portanto, de desapropriações. O custo estimado é de R$ 41,7 milhões, com três plataformas de embarque.
O que muda para quem anda de ônibus no Centro
O Princesa Isabel atende hoje 16 linhas e cerca de 7 mil passageiros por dia. Como o novo espaço terá por volta de 6 mil m², bem menor que o atual, a SPTrans prevê levar 10 linhas para o Terminal Luz e distribuir as demais entre o Terminal Amaral Gurgel e a Praça da Luz, com ajustes de itinerário. O terminal antigo só será desativado quando o novo estiver funcionando; depois disso, ele será demolido e a área vira a esplanada central do complexo, com garagem subterrânea embaixo.

Para quem vem da periferia ou da Grande São Paulo fazer compras na região central, a mudança deixa o desembarque colado à Estação da Luz, com conexão com a Linha 1-Azul do Metrô, que leva à São Bento e à Sé, e com os trens da CPTM que seguem para o Brás.
22 mil servidores e lojas no projeto
O novo Centro Administrativo é uma parceria público-privada de cerca de R$ 6 bilhões e 30 anos, assinada em 22 de outubro com o consórcio MEZ-RZK Novo Centro. Estão previstos sete edifícios e dez torres para reunir cerca de 22 mil servidores hoje espalhados por quase 40 endereços, além da restauração de 17 imóveis tombados, entre eles o Palácio dos Campos Elíseos. A desapropriação dos terrenos deve ocorrer ao longo de 2027, e as obras principais, entre 2028 e 2030.
O contrato também prevê espaços comerciais, estacionamento e outras fontes de receita para a concessionária. Para o comércio do Centro, a chegada de milhares de servidores pode significar mais movimento nos próximos anos, mas o caminho até lá passa por um período longo de obras e mudanças no trânsito da região.
Com informações do g1 e do Diário do Transporte.




