A Receita Federal deu início nesta terça-feira (3) à edição 2026 da Operação Fronteira, que o órgão apresenta como a maior ação conjunta de vigilância e repressão nos pontos de entrada do país. O foco são as rotas usadas para contrabando e descaminho, além do tráfico de drogas, armas, animais e plantas.
O lançamento foi feito pelo secretário especial da Receita, Robinson Barreirinhas, em reunião do comitê executivo do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras. A operação reúne Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias estaduais e guardas municipais, além de órgãos como Ibama, Ministério da Agricultura, Anac, Anatel e Anvisa. Também participam a Organização Mundial das Aduanas e forças armadas da Colômbia e do Peru.
Não é só na divisa
Criada em 2021 para vigiar as fronteiras terrestres, a operação foi ganhando alcance e hoje também mira portos, aeroportos, rodovias e transportadoras, os caminhos por onde a mercadoria irregular circula até chegar aos grandes centros de consumo. Nos trabalhos preparatórios desta edição, uma ação com a Polícia Civil do Ceará apreendeu 146 quilos de drogas em uma transportadora de Fortaleza.

Na edição de 2025, segundo a Receita, foram apreendidos cerca de R$ 160 milhões em mercadorias ilegais e 3,5 toneladas de drogas, com 18 prisões em flagrante e 160 veículos retidos. Mais de 500 servidores do órgão participaram, ao lado de centenas de agentes dos parceiros. A Receita afirma que barrar produtos irregulares ajuda a combater a concorrência desleal e protege o consumidor de itens que podem fazer mal à saúde.
O que isso significa para o lojista
A presença da Anatel e da Anvisa indica atenção a categorias muito vendidas no comércio popular, como eletrônicos e acessórios de celular sem homologação e cosméticos sem registro. Com a fiscalização reforçada justamente na época de abastecer o estoque para a Black Friday e o Natal, vale exigir nota fiscal de fornecedores e transportadoras e conferir a documentação de importação dos produtos. Mercadoria sem comprovação de origem pode ser retida no caminho, e o prejuízo fica com quem comprou.
Com informações da Receita Federal e do Canal Rural.




