O comércio de rua encerrou setembro com perda bem maior de visitantes do que os shopping centers, segundo o Índice de Intenção de Compra no Varejo (IICV Seed), da Seed Digital — e a diferença acende alerta para lojistas da região da 25 de Março na reta do Natal.
Em setembro, o fluxo nas lojas de rua caiu 3,6% na comparação com o mesmo mês de 2025, enquanto os shoppings recuaram só 0,3%. No varejo físico como um todo, a queda do mês foi de 3,1%. No acumulado do terceiro trimestre, o movimento encolheu 1,9%, com deterioração mês a mês: −1,1% em julho, −1,5% em agosto e −3,1% em setembro.
Sudeste no vermelho; chuvas e juros no radar
Regionalmente, o Sudeste — maior mercado do país e casa da 25 de Março — registrou a pior queda do trimestre, de 2,8%. Nordeste (−2,1%), Norte e Centro-Oeste (−1,9%) também caíram; só o Sul cresceu (+1,6%). A Seed e reportagens que repercutiram os dados citam Selic elevada (crédito mais caro), cautela do consumidor, chuvas atípicas e o calendário eleitoral como fatores que reduziram deslocamentos às lojas físicas.

A VEJA, em matéria de 4 de novembro, destaca que a queda de fluxo não equivale automaticamente a queda de faturamento — ticket médio e taxa de conversão também pesam —, mas reforça que Black Friday e Natal ganham importância ainda maior para fechar o ano, sobretudo no comércio de rua, que vem perdendo circulação de forma mais intensa.
Para o lojista da 25 de Março, o recado prático é: não basta esperar mais gente na calçada. Vale cuidar de vitrine, estoque sazonal, preços claros e conversão de quem já entrou na loja.
Com informações da Seed Digital (IICV Seed), da VEJA e de reportagens que repercutiram o levantamento.




