O comércio da capital paulista fechou 804 postos com carteira assinada em setembro, segundo o Sindilojas-SP com base no Novo Caged. Foram 42.253 admissões contra 43.057 desligamentos. O setor ficou com 895,6 mil trabalhadores ativos e foi o único dos cinco grandes setores da economia a terminar o mês no vermelho.
O resultado interrompeu quatro meses seguidos de alta e foi o pior desde abril. Mais: pela primeira vez na série histórica do Novo Caged, setembro do comércio paulistano teve mais demissões do que contratações.
Varejo concentra a perda
Entre as três divisões do comércio, só o varejo perdeu vagas no mês: −993. O atacado criou 17 vínculos e o comércio e reparação de veículos, 172. O varejo concentra cerca de 65% do emprego do comércio da capital. Os piores segmentos em setembro foram vestuário (−305) e materiais de construção (−116).

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o comércio da cidade já perdeu 3.032 postos — o pior desempenho para o período desde 2020. A conta negativa vem do varejo, que extinguiu 6.841 vagas no ano, com destaque para vestuário (−3.176) e hipermercados (−800).
O que isso diz ao lojista
Para o Sindilojas-SP, o emprego acompanha as vendas: a fraqueza do consumo das famílias em 2026 já se traduz em menos gente no balcão. As contratações sazonais de outubro e novembro podem melhorar o saldo acumulado, mas a entidade avalia que o varejo dificilmente fecha 2026 com mais admissões do que desligamentos.
Na região da 25 de Março, onde vestuário, acessórios e utilidades pesam no mix, o recado é cautela com folha e estoque na reta de Black Friday e Natal: o movimento sazonal ajuda, mas o mercado de trabalho do varejo da capital já chega pressionado.
Com informações do Sindilojas-SP, a partir de dados do Novo Caged.




