Cerca de 40 toneladas de peças e acessórios de celular apreendidos na Operação Frankmobile foram retirados nesta terça-feira (27) da Corregedoria Geral da Polícia Civil, em São Paulo, e entregues à Receita Federal. O material ocupava quatro andares do prédio e precisou de duas carretas para ser transportado.
A remoção foi intermediada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo (Setcesp), a pedido da própria Polícia Civil. Segundo a entidade, o volume exigia veículos adequados, motoristas habilitados e um plano de logística para circular em área urbana. As carretas foram cedidas por duas transportadoras associadas, a West Cargo e a Gran Cargo.
A maior operação do estado contra o mercado ilegal de celulares
Deflagrada em setembro pelas polícias Civil, Militar e Penal, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, a Frankmobile mobilizou mais de 1.700 agentes e é considerada a maior ação paulista contra furto, roubo, desbloqueio e receptação de aparelhos. A investigação atingiu várias etapas da cadeia, do roubo na rua até a revenda. Como o 25 de Março Já noticiou na época, um dos alvos foi o Mundo Oriental, na Rua Barão de Duprat, na região da 25 de Março.

O presidente do Setcesp, Marcelo Rodrigues, disse que o combate ao crime organizado também depende desse trabalho de bastidor e de apoio às autoridades. O sindicato lembra que o roubo de cargas, que acompanha de perto, também abastece o mercado de receptação.
O recado para o lojista
Para quem vende celulares, peças e acessórios no centro, o caso reforça o cuidado na hora de comprar mercadoria: exigir nota fiscal do fornecedor, desconfiar de preço muito abaixo do mercado e não aceitar aparelho usado sem procedência. Mercadoria de origem irregular pode ser apreendida e deixa o comerciante exposto a responder por receptação.
Com informações do Setcesp.




