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Fim da 6x1: Sindilojas-SP orienta lojista a esperar nova convenção antes de mudar escalas, e CDL de BH pede adiamento

Com a jornada caindo de 44 para 42 horas em meados de dezembro, o sindicato patronal do varejo paulistano negocia com os comerciários como compensar as duas horas e orienta as lojas a esperar o acordo. Em Belo Horizonte, lojistas pedem que a transição comece só em janeiro.

Nesta matéria
Lojas e pedestres na Rua 25 de Março, em São Paulo
Lojistas da capital devem esperar a nova convenção coletiva antes de mudar as escalas (imagem ilustrativa) Peter Louiz / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Faltam menos de dois meses para a primeira etapa do fim da escala 6x1 chegar ao balcão, e o comércio ainda tenta entender como vai organizar as equipes em plena temporada de Natal. Nesta segunda-feira (26), duas entidades do varejo se manifestaram sobre o tema: o Sindilojas-SP, que representa as lojas da capital paulista, e a CDL/BH, de Belo Horizonte.

O que diz o Sindilojas-SP

A Emenda Constitucional 141, promulgada em 16 de outubro, reduz a jornada semanal máxima de 44 para 42 horas, com dois dias de descanso por semana. Segundo comunicado do Sindilojas-SP, a forma de aplicar a nova jornada no comércio da cidade será definida em negociação coletiva com o sindicato dos empregados, por meio da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A entidade informa que está negociando como compensar as duas horas semanais a menos, levando em conta que, a partir de 16 de dezembro, a jornada diária passará a ser de 8 horas. Por isso, a orientação aos lojistas é aguardar a conclusão das negociações e a divulgação da nova convenção antes de mudar escalas e horários dos funcionários, ou então fechar acordo diretamente com o sindicato laboral. O objetivo, diz o sindicato, é dar segurança jurídica às empresas e respeitar as particularidades do comércio.

Movimento de compradores na Rua 25 de Março
Primeira etapa da nova jornada chega em plena temporada de Natal (imagem ilustrativa) Dornicke / Wikimedia Commons (domínio público)

Para dúvidas, o Sindilojas-SP indica a sua Central de Relacionamento, com atendimento por telefone e WhatsApp, divulgada no próprio comunicado.

Em BH, pedido para empurrar a mudança para janeiro

Em Belo Horizonte, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH) foi além e defendeu que a redução para 42 horas só comece em janeiro de 2027. Segundo reportagens de O Tempo e do Diário do Comércio, de Minas Gerais, a entidade teme que a necessidade de refazer escalas, ajustar horários de funcionamento e eventualmente contratar mais gente atrapalhe justamente o período de maior faturamento do ano.

A CDL/BH diz que vai atuar com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) para propor ao Congresso medidas que suavizem a transição, e cita como exemplo o Chile, onde a redução de 45 para 40 horas foi dividida em cinco anos. “Não somos contrários à melhoria das condições de trabalho, mas precisamos de um período de adaptação que considere a realidade das empresas”, afirmou o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva. Ele lembra que pequenos negócios, com equipes enxutas e pouco caixa para contratar, devem sentir mais a mudança.

Por enquanto, trata-se de um pedido: o calendário previsto na emenda continua valendo, e a regulamentação da medida ainda não foi detalhada.

O que o lojista da 25 de Março pode fazer agora

  • Não alterar escalas por conta própria. A recomendação do sindicato patronal da capital é esperar a nova convenção coletiva, que vai dizer como as duas horas serão compensadas.
  • Montar o plano de dezembro com folga. Quem já está contratando temporários para o fim de ano pode simular as escalas de dezembro com a jornada de 42 horas, para não ser pego de surpresa na reta final do Natal.
  • Acompanhar os canais do Sindilojas-SP. A entidade promete informar o andamento das negociações e as regras a seguir depois que o acordo for assinado.

O 25 de Março Já já explicou os prazos da emenda e a reação de lojistas do Brás e o que o comércio precisa saber para abrir no feriado de Finados.

Com informações do Sindilojas-SP, de O Tempo e do Diário do Comércio (MG).

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