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25 de Março · São Paulo / 605 lojas na 25 de março
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Halloween divide lojistas da 25 de Março: loja de fantasias espera dobrar vendas, outra calcula queda de 30%

Fachada de loja com fantasias coloridas expostas na Ladeira Porto Geral, na região da 25 de Março
Fantasias em vitrine na Ladeira Porto Geral: a menos de duas semanas do Halloween, lojistas da região têm expectativas opostas para as vendas Crieagency / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A menos de duas semanas do 31 de outubro, comerciantes de fantasias e artigos de festa da região relatam outubro mais parado que o esperado. Uns apostam na reta final; outros culpam o comércio on-line pela perda de clientes.

Máscaras e fantasias de Halloween expostas em gôndola de loja
Máscaras e acessórios de terror estão entre os itens mais procurados na reta final antes de 31 de outubro (imagem ilustrativa) Juustila / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A menos de duas semanas do Halloween, celebrado em 31 de outubro, os lojistas de fantasias e artigos para festas da região da 25 de Março não falam a mesma língua quando o assunto é vendas. Reportagem do Diário do Comércio, publicada nesta segunda-feira (19), ouviu comerciantes do polo e encontrou desde quem espera dobrar o faturamento até quem estima perda de cerca de 30%.

Aposta na segunda quinzena

Na SC Cosplay Fantasia, a gerente Vera Lucia Siqueira admite que as primeiras semanas de outubro foram mais fracas do que o previsto, mas mantém o otimismo: depois de um 2025 que considerou bom, a expectativa é de que as vendas dobrem neste ano. Segundo ela, a procura de verdade começa depois do dia 15, quando a data fica mais próxima. O estoque foi montado em cima dos campeões de sempre: fantasias de bruxa, palhaço e personagens de terror, além dos baldinhos de “doces ou travessuras”.

Queda e concorrência da internet

A leitura é bem diferente na Kit Balada Festa. O proprietário, Renê Souza, calcula um recuo de aproximadamente 30% nas vendas e atribui boa parte da dificuldade ao hábito, consolidado depois da pandemia, de comprar pela internet e receber em casa. A própria loja passou a vender on-line e a fazer entregas para acompanhar a mudança.

Renê chama atenção para um efeito em cadeia: quando o cliente deixa de ir ao Centro, deixa também de consumir na banca, no Mercadão e em outros comércios do entorno. Mesmo assim, ele vê o Halloween como uma data importante para o setor de fantasias, uma espécie de prévia do Natal para o lojista.

O pano de fundo

A divisão entre os comerciantes acompanha o momento do varejo. Projeções da Confederação Nacional do Comércio (CNC) citadas pelo jornal apontam recuperação moderada, freada pelos juros e pelo endividamento das famílias. Ao mesmo tempo, a Abiacomm (antiga ABComm) projeta que o e-commerce brasileiro fature R$ 258,4 bilhões em 2026, alta de 10% sobre o ano anterior.

Na região, outubro também foi marcado por fatores de rua: as chuvas das últimas semanas reduziram em até 30% o movimento, segundo levantamento do Sindilojas-SP. A entidade já havia apontado o Halloween como chance de giro e vitrine para o varejo de festa e decoração.

O que observar na reta final

  • Últimos dias concentram a procura: pela experiência relatada pelos próprios lojistas, a demanda costuma acelerar na segunda quinzena, o que torna importante manter reposição rápida dos itens mais vendidos.
  • Vitrine e exposição: fantasias, máscaras, maquiagem artística e acessórios temáticos à vista ajudam a converter o cliente que chega sem saber o que procura, uma vantagem da loja física sobre o site.
  • Venda também fora da loja: como mostra o exemplo da Kit Balada Festa, atender por mensagem e oferecer entrega pode recuperar parte do cliente que deixou de vir ao Centro.

Com informações do Diário do Comércio e do Times Brasil (levantamento do Sindilojas-SP).

Fontes

Notícias da 25 de Março